O desconforto

Numa visita ao centro de saúde fiquei a pensar que alguns de nós somos muito privilegiados. Quem pode ir ao médico privado, ou tem um seguro de saúde, evita estar no meio de uma entrada, com frio, imensa gente a lamentar-se da doença ou do mau atendimento, a que chamam sala de espera, partilhada com os “gabinetes” de atendimento.

De facto é normal que as pessoas que trabalham nestes locais estejam sempre com uma cara indisposta. O utente reclama, eles explicam, o utente não entende e volta a reclamar. Depois, os outros que escutam reclamam para serem solidários e a coisa começa a crescer.

É assim na nossa vida, não apenas nos centros de saúde. A dada altura andamos todos às turras uns com os outros sem  se perceber bem porquê. A maior parte das vezes fugimos da responsabilidade das nossas acções, ou admitir aquilo que somos, com o bom e o mau que isso traz.

risco

Andar um pouco desconfortável pode fazer bem! Mais que não seja ajuda a pessoa a crescer a a valorizar o que tem, que é tão ou mais importante.

Não vale a pena fugir dele, porque o desconforto quase nos persegue quando nota que não o queremos perto.

Por isso, mais vale enfrentá-lo nos olhos e desconstruir a sua camada ameaçadora de valentão. Para sermos felizes, este passo é fundamental na nossa vida!

 

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