No meu tempo é que era…

Eu sou de um tempo em que a vida era simples. Havia mulheres e homens e já está. Não existia já o glamour de séculos passados, com damas e cavalheiros que se tratavam com deferência e galantearia. Não existiam já estes conceitos, pois terminaram no tempo em que as mulheres reivindicaram a igualdade.

Contudo, muito embora nesta sociedade de heteros, homos, metros, retros, hipsters e tantas outras categorizações, seja difícil perceber quem é o quê – pelo menos eu começo a ter dificuldade em distinguir todos – poderia haver ainda um pequeno espaço para se viver a ELEGÂNCIA, não fosse o facto da elegância ser um conceito que tem mais facilidade em existir numa sociedade daquelas que são já do meu tempo, em que havia apenas homens e mulheres, do que nesta parafrenália de categorias.

Seria na complementaridade da diferença entre o masculino e o feminino, que a ELEGÂNCIA seria rainha dos bons costumes e amigável na convivência. Um tempo em que as senhoras passavam primeiro nas portas, os homens levantavam-se quando uma senhora entrava na sala e ofereciam flores nas ocasiões especiais.

Agora, a elegância toma outros contornos e ainda não se localizou plenamente no mundo actual. Penso que por ser ainda pequena e a descobrir o seu lugar, também nós não conseguimos defini-la plenamente. Ficamos a aguardar!

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